quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A área de turismo

Olá turisteiros,

Passei bons anos sem atualizar este blog, porém havia perdido a senha de acesso e por um acaso hoje 11/01/12 acabei entrando pelo email (um email inativo há anos).


Bem gostaria de recomeçar com algumas considerações sobre a área de turismo. Desde 2008 estou formada, continuo estudando, agora Geografia, porém na mesma linha de pesquisa em Turismo.

O post de hoje é parte de um relatório de estágio entregue por mim na formação de Turismo. Eis algumas considerações que faço sobre a área de turismo, enfatizando a questão dos aeroportos.

O turismo aéreo enfrenta nos últimos tempos um problema que só tem agravado: com o crescente aumento no tamanho das aeronaves, os aeroportos com capacidade para recebê-los tem diminuído em número, localizando-se cada vez mais distantes dos seus centros usuários. Enfrentar e ultrapassar essa contradição intrínseca do meio de transporte aéreo dos nossos dias é o desafio mais presente para o desenvolvimento do turismo, já que o transporte aéreo tem relativa significância no deslocamento de turistas, principalmente de centros mais distantes do local visitado, tanto nacionalmente quanto internacionalmente (em que esse tipo de transporte é ainda mais importante).

A história da aviação em Alagoas teve início na Lagoa do Norte, em Maceió, aonde foi utilizado o primeiro aeroporto marítimo da cidade. Ali pousaram os hidroaviões da Pan American Airways, da Panair do Brasil S.A. e do Sindicato Condor Ltda. Esta lagoa por conta de sua extensão, condições naturais e meteorológicas era um dos melhores planos d’água do litoral de Alagoas.

O primeiro campo de pouso de Maceió foi construído para atender às necessidades do avião DC3, que era então empregado pelas empresas aéreas nacionais da época. O Decreto Estadual 1.209 de 30 de junho de 1927 concedeu uma área de 100 hectares de terras devolutas, no Tabuleiro do Pinto, à Societé Franco Sud Americaine de Travang Publics para a construção de um campo de pouso para aeronaves, com a inauguração prevista para janeiro de 1929. Antes mesmo da conclusão de seu campo de pouso, a Compagnie Générale Aeropostale, sucessora da Latéssère, começou o serviço de aeropostal nacional e internacional, este último com o Uruguai e Argentina. A inauguração da Aeropostale ocorreu em 14 de outubro de 1928, com capacidade para seis aeronaves. Contava com estação de rádio, oficina mecânica, além de outras dependências com o nome de Costa Rêgo, em homenagem ao governador alagoano.

“Os aeroportos, como terminais de transporte, têm importante função em termos de atração e geração de turistas.Com infra-estrutura (pistas, terminais, acessos, etc.) adequada, os mesmos podem representar o início ou término de uma viagem bem-sucedida”.¹

Atualmente o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares conta com um Sítio Aeroportuário de área: 4.873.714,14 m². Pátio das Aeronaves Área: 56.143 m². Pista Dimensões(m): 2.600 x 45 Terminal de Passageiros Capacidade/Ano: 1,2 milhão.Área (m²): 22.000. Estacionamento Capacidade: 583 vagas. Balcões de Check-in Número: 24. Estacionamento de Aeronaves Nº de Posições: 17 posições. A inauguração foi realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 16/09/05. A denominação atual (Lei 9.911, de 15 de dezembro de 1999), faz referência à Zumbi dos Palmares, o herói dos Quilombos.

A Infraero como empresa pública brasileira tem como missão: Atender às necessidades da sociedade relativas à infra-estrutura aeroportuária e aeronáutica, de modo a contribuir para o desenvolvimento sustentável do Brasil, primando pela eficiência, segurança e qualidade. Visão de Futuro da Infraero: Empresa socialmente responsável, voltada para o cliente, integrada à sociedade de modo moderno, ágil e tecnologicamente atualizado. Comprometida com o meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável do Brasil, tendo como princípio a continuidade administrativa. Seus aeroportos são voltados para o desenvolvimento econômico e social, elos de uma cadeia logística, integrados à infra-estrutura urbana.

Entre as diversas propostas da Infraero está a do aero shopping, uma nova proposta comercial, que é tornar os aeroportos mais funcionais e agradáveis com múltiplas opções de serviços, alimentação, entretenimento e lojas disponíveis para todos os públicos que utilizam as facilidades nos terminais aeroportuários.

A área de Planejamento Turístico é bem ampla e engloba diversos setores do turismo. O estudo do planejamento turístico oferece a oportunidade de um trabalho interdisciplinar, que integra as diversas disciplinas curriculares, utilizando seu conteúdo num único espaço que contribui para que visualize o turismo como um fenômeno integrado e dinâmico.

O desenvolvimento que diversos locais vêm experimentando por conta do implemento da atividade turística é um fato econômico inegável. Além de gerar divisas e distribuir melhor a renda, a atividade turística em uma localidade, pode proporcionar o aumento de empregos, de qualidade de vida, promover o intercâmbio cultural, preservar o patrimônio natural e cultural. Porém pode acontecer um uso inadequado desse destino turístico ocasionando o comprometimento e até mesmo a extinção do destino turístico. Por isso o Planejamento se faz tão importante na atividade turística, e não é diferente para o Transporte Aéreo, que para alguns locais com demanda internacional é o principal meio de transporte.

Os Aeroportos brasileiros devem focar em seus clientes e fazer do planejamento a sua base de trabalho. Pois só atendendo seus clientes com excelência, conhecendo seus gostos, resolvendo seus problemas e facilitando a sua entrada e chegada, é que uma empresa pode dizer que está cumprindo com seu papel. Sem a ferramenta planejamento tais atividades são difíceis ou até impossíveis de serem executadas.

Sustentabilidade é uma ação que também não pode faltar em uma empresa conectada com as atuais diretrizes empresariais. A Infraero como administradora da maior parte dos aeroportos brasileiros, especificamente do Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares pode procurar meios em que a população se envolva com a comunidade aeroportuária. A distância do aeroporto com o centro da cidade é um dos maiores problemas dessa comunicação, mas nada que ações comerciais, culturais, ambientais e sociais desenvolvidas no aeroporto não possam ajudar nessa comunicação tão essencial para uma empresa que foque na sustentabilidade.